Priscila Farias

São Paulo, 1964

Inspiraçao Bio-Tipo-Gráfica

Priscila Lena Farias nasceu em São Paulo, em 1964, e aqui concluiu a graduação em Comunicação Visual, mestrado e, em 2002, doutorado em Comunicação e Semiótica. Dá aulas desde 1997 e é uma referência não só para seus alunos e alunas, mas para estudantes de design em universidades de todo o Brasil, que nos congressos e seminários fazem questão de conhecê-la, ou apenas falam de longe “olha! Ali está Priscila Farias, autora da minha bibliografia”.

Priscila é reconhecida por seu trabalho de pesquisa nas áreas de semiótica, design da informação e mídias digitais, mas sua marca registrada são as pesquisas e trabalhos realizados em tipografia e design de tipos. Em 2002 recebeu o Prémio Ouro Associação dos Designers Gráficos (ADG) de melhor trabalho na categoriaTipografia na Mostra Selectiva da 6ª Bienal de Design Gráfico, organizou o livro ‘Fontes digitais brasileiras: de 1989 a 2001’ (São Paulo: ADGBrasil/Rosari) – talvez a primeira grande obra de referência sobre tipografia digital editada no país –, é autora de ‘Tipografia digital: o impacto das novas tecnologias’ (Rio de Janeiro: 2AB), e de vários artigos sobre tipografia, design e semiótica, entre eles ‘Notes for a dynamic diagram of Charles Peirce’s classifications of signs’, vencedor do prêmio de melhor artigo publicado no periódico científico internacional Semiotica (2001).

No contato com estudantes que a procuram, Priscila é atenciosa e muito generosa em compartilhar seus conhecimentos, indicar caminhos e mesmo dar alguns conselhos, mas sua própria tragetória e atuação já bastam como inspiração para aqueles e, principalmente, aquelas que são apaixonadas pela pesquisa em Design: Priscila é presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI), editora geral da Revista Brasileira de Design da Informação (InfoDesign) e coordena um dos poucos programas de pós-graduação em Design no Brasil – são apenas 7 programas de mestrado e apenas 1 doutorado no país –, além de prestar assessoria científica para órgãos governamentais de fomento à pesquisa.

Alguns de seus trabalhos de design de tipos são muito famosos entre designers gráficos no Brasil e em outros países: as fontes tipográfica Quadrada Low Tech (2000) – ambas distribuídas pela T.26 Digital Type Foundry –, a família tipográfica Seu Juca (2002) eNova Regular, sua primeira tentativa de criar uma fonte de textos. Um verdadeiro contra-ponto a cena predominantemente masculina na tipografia Brasileira.

Kollantai Cossich, Sao Pulo, abril 2008